Avaliação de grau de risco de desenvolver lesões nos pés

Por que se preocupar com os pés?

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15% dos diabéticos apresentam úlceras nos pés em algum momento de sua evolução

80% dos casos de amputações são precedidas por úlceras

50% das amputações poderiam ser prevenidas

Avaliação de risco

Todas as pessoas com diabetes devem ser avaliadas uma vez por ano.

1International Consensus on the Diabetic Foot        www.idf.org/bookshop

A polineuropatia diabética torna os pés insensíveis, com deformidades e alterações da marcha.

O que é neuropatia diabética?

Compreende um conjunto de síndromes clínicas que afetam o sistema nervoso periférico sensitivo, motor e autonômico.

A neuropatia periférica distal acomete cerca de 50% dos pacientes diabéticos após 15 anos de diagnóstico.

Frequentemente é negligenciada e raramente é diagnosticada até que o paciente se queixe de dor ou apresente uma úlcera de pé.

  • A detecção e identificação precoce do processo neuropático oferece uma oportunidade crucial para o paciente diabético no sentido de ativamente procurar o controle glicêmico ótimo e implementar cuidados com o seu pé antes de a morbidade se tornar significante.
  • Vários estudos têm demonstrado relação direta entre os níveis de hemoglobina glicosilada e a presença e severidade da neuropatia periférica.

Neuropatia sensorial (sensitivo)

A deficiência ou ausência de sensibilidade protetora plantar expõe os pés ao risco de lesões:

  • por traumas repetitivos ocasionados pela presença de objetos estranhos dentro dos calçados ou uso de calçados inadequados
  • por queimaduras causadas por pisos aquecidos, bolsas de água quente, lareiras ou aquecedores.  
  • A diminuição da sensibilidade postural pode resultar em alterações na marcha e contribuir para a formação de calosidades.

Neuropatia motora

A neuropatia motora altera o formato do pé. As deformidades mais comuns são os dedos em garra e em martelo, pé cavo e pontos de pressão em áreas específicas, como em região dorsal e plantar dos dedos, alterando o padrão normal da marcha.

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Neuropatia autonômica

Nos pés resulta em pele seca, com rachaduras e fissuras, criando uma porta de entrada para bactérias.

Áreas de risco para desenvolvimento de úlceras

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Fonte: International Consensus on the Diabetic Foot. 2011/2015

Como se desenvolve a lesão?

A perda da sensibilidade, redução ou imobilidade das articulações e as deformidades causam áreas com maior atrito e pressão, com formação de calos, hemorragias na região abaixo do calo, formação de uma ferida que pode evoluir para uma infecção no osso (osteomielite)

Sapatos que pressionam os pés, andar descalço e pequenos traumas podem ocasionar lesões que podem evoluir para uma ferida de difícil cicatrização, infecção e amputação.

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Avaliação de grau de risco para desenvolver lesões nos pés

A avaliação é realizada através de testes aplicados nos pés, com o objetivo de detectar se a sensibilidade protetora plantar encontra-se preservada. Como diz o nome, a sensibilidade protetora protege os pés. A percepção de que algo está incomodando faz com que a pessoa evite a lesão ou a progressão da mesma, tomando os devidos cuidados.

 

 

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Teste com Monofilamento Semmes- Weistein

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De acordo com o resultado dos testes, o profissional classifica os pés em grau de risco de 0 a 3 e orienta o cuidados necessários.  

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Política Preventiva: Exame dos pés

  • Inspeção dos calçados e meias
  • Exame regular dos pés
  • Rastreamento e classificação de risco
  • Educação terapêutica (clientes, familiares e profissionais de saúde)
  • Uso de calçados adequados
  • Tratamento das lesões pré-ulcerativas (calos, fissuras, por exemplo) e das lesões existentes (bolhas, hematomas, feridas)

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Suely Rodrigues Thuler
Mestre em Educação nas Profissões da Saúde pela PUC SP
Enfermeira Estomaterapeuta TiSOBEST

Pós-graduada em Podiatria Clinica pela UNIFESP
Membro Titulado da SOBEST – Associação Brasileira de Estomaterapia: estomias, feridas e incontinencias

 

Fonte:

WGDG – International Working Group on the Diabetes Foot. International Consensus on the Diabetic Foot. 2011/2015 www.idf.org/bookshop
Pedrosa HC, Vilar L,Boulton AJM, 2014. Neuropatias e Pé diabético. Editora GEN, 1ª edição, São Paulo, 2014.